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Há vida inteligente no Islã, tão perversa como a ocidental.

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A pressuposição Ocidental de que os Islamitas são um grande bando de ignorantes e fanáticos religiosos é um ledo engano. É claro que a “grande massa” da população segue padrões culturais que para nos ocidentais podem parecem enormes manifestações de ignorância. Mas isto não passa de diferenças culturais. O que pensariam os povos mulçumanos do nosso carnaval, da exposição mercantilista do corpo feminino e de tantas outras coisas que, se pensarmos bem e com um pouco de autocrítica, não têm nenhum sentido realmente práticos, além de possibilitar a riqueza para uns e a dominação de outros. A verdade é que diferenças culturais entre os diversos povos tendem sempre a serem consideradas como estranhas ou estúpidas, mas daí até concluir que todas as pessoas de uma outra cultura são estúpidas ou ignorantes é um longo caminho. Isto tem até um nome: Xenofobia, que quer dizer aversão a outras raças ou culturas, independente de uma razão real.

O Islamismo é a terceira religião mais popular do planeta e o número de fiéis beira um bilhão de pessoas, sendo, muito provavelmente, os mais fervorosos. Um mulçumano cumpre obrigações religiosas 5 vezes ao dia. Qual é o número de católico que faz isto? Eu lhe pergunto: será que a comandar este imenso rebanho não há pessoas inteligentes e esclarecidas? A influência dos clérigos no mundo mulçumano é tão grande quanto foi a da Igreja Católica durante a idade média. O que a de comum em ambos os casos? Além da barbárie e das atrocidades cometidas? Na idade média os grandes centros do saber estavam intimamente ligados à religião e subordinados a ela. Os membros da Igreja eram as pessoas mais educadas, dotadas de conhecimento e capacidade de persuasão. Além, é obvio, da capacidade que resolverem os problemas para manipular a “plebe rude’ como melhor lhes aprouvesse”. Hoje no ocidente este papel da religião foi, em grande parte, assumido pelos políticos, que, com o auxílio de grande parte da mídia, continuam descaradamente torcendo as verdades a segundo seus interesses. Não parece que a coisa tenha mudado muito.

Se avaliarmos de uma maneira fria e guardando as devidas proporções, é bem provável que concluamos que no mundo islâmico haja muito mais gente bem pensante do que imaginamos. Afinal o que ocorreu em 11/09, quando duas dúzias de fanáticos conseguiram colocar os todo poderosos Estados Unidos de joelhos, não pode ter sido levado a cabo sem muita avaliação de oportunidade, das fraquezas do inimigo, sem anos de planejamento meticuloso, estudos e raciocínio intensos.

O conjunto de pensamentos acima me ocorreu depois de folhear uma reportagem da revista Veja desta semana. A síntese do que lá é dito é mais ou menos o seguinte:
  • “Líderes de países mulçumanos (políticos e religiosos) usaram uma dúzia de charges inconseqüentes para criarem um conflito de proporções internacionais, ou melhor dizendo, de proporções intercontinentais.”

Na verdade, hoje vemos um Europa, que há muito evita se envolver em conflitos, acuada por pressões vindas de três outros continentes: África, Ásia e Oceania. Como se não bastasse, há protestos também dentro do continente europeu.

Porque os seres inteligentes do Islã teriam feito tal coisa? Bom, é sempre ótimo ter um inimigo externo. Se ele existe, podemos direcionar todo o ódio da população para este alvo, ao invés de permitir que ela perceba que seus problemas, que não são poucos, na maioria das vezes, tem razões internas.

Americanos e europeus sempre foram mestres em fazer este tipo de jogo. A guerra fria foi um longo período desse tipo de política. Hoje, eles experimentam do próprio veneno.


(Fonte:AP)

Revista Veja: A fabricação do ódio
Como as ditaduras e as lideranças muçulmanas aproveitaram a indignaçãodos fiéis com as charges de Maomé para promover um surto de fúria contra o Ocidente e desqualificar a democracia.

Ao Lado: Ataque com Ajuda da Síria

A embaixada dinamarquesa é incendiada pela multidão em Beirute: um em cada três manifestantes tinha vindo da Síria

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